domingo, 11 de outubro de 2015

O Esperanto e seu estudo autodidata


Este é o livro mais famoso no Brasil para a aprendizado do Esperanto. Ele pode ser baixado na internet, com segurança, em formato pdf., no seguinte site

http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/EsM-p.pdf

Vou reproduzir algumas perguntas e respostas sobre o esperanto de sites especializados na internet, bem como colar alguns vídeos:

Como o esperanto surgiu?
O esperanto é uma língua auxiliar para a comunicação internacional, de aprendizado rápido e fácil. Iniciado em 1887 pelo médico polonês Dr. Lázaro Luís Zamenhof, é amplamente utilizado, em escala mundial, tanto em congressos internacionais quanto em redes sociais, como o Orkut e o Facebook. É essencialmente um idioma neutro, isto é, que não pertence a nenhuma nação, e por isso é um eficiente instrumento para a preservação de todas as línguas e culturas do globo e para a promoção da igualdade entre os povos. A principal proposta do esperanto é a de que cada povo continue a falar sua própria língua materna e possa, conjuntamente, fazer uso de um idioma neutro nas comunicações internacionais.
Bandeira verde, símbolo do esperanto.
Apesar de seus mais de 120 anos de existência, ainda hoje, porém, muitas pessoas se perguntam o que vem a ser o esperanto, e aquelas que já ouviram falar dele geralmente têm ideias preconcebidas que muitas vezes não condizem com a realidade.
Hoje, o esperanto é, acima de tudo, uma língua viva. É um instrumento de comunicação entre pessoas, com história, cultura e evolução, usado diariamente para o tratamento dos mais diversos assuntos, por uma comunidade ativa e consideravelmente grande. ontem, porém, podemos também dizer que o esperanto era, de fato, um projeto de língua internacional.
Dr, Zamenfof, fundador do esperantismo. Selo em homenaagem.
Por que isso? Primeiramente porque, tendo surgido como projeto, o esperanto é uma língua “criada”, isto é, teve suas bases pensadas por pelo menos uma pessoa, que definiu regras gramaticais, palavras, fonética e tudo o mais que um língua precisa para funcionar. No caso do esperanto, esta pessoa foi o jovem médico polonês Luís Lázaro Zamenhof, que, em 1887, quando tinha apenas 28 anos, apresentou ao mundo uma brochura em russo que ensinava o idioma. E por que “de língua internacional”? Porque sua proposta é a de que o mundo utilize uma mesma língua, neutra, para a comunicação entre países, sem que cada nação deixe de cultivar seus próprios idiomas e sua riqueza cultural. – Não à toa, um dos motes do chamado movimento esperantista é: “para cada povo sua língua, e para todos os povos o esperanto”.
Esta ideia, mesmo tendo sido lançada em uma Rússia problemática e censória, em menos de uma década já possuía livros didáticos em pelo menos polonês, alemão, francês, inglês, tcheco, sueco, italiano e português, além do russo e do próprio esperanto, tendo atingido diversos pontos da Europa. A partir de então, já se formava uma comunidade que usaria o esperanto para comunicação, produção literária e viagens. Esta comunidade, formada por homens e mulheres, trabalhadores da linha de frente e intelectuais, católicos e judeus, políticos, militares e civis, foi a primeira responsável por dar, àquele projeto, vida, retirando-o do estado de simples proposta e levando-o para o estado de uso, produção e constante transformação. Portanto, já nas primeiras horas, o esperanto não era mais fruto do pensamento de um único homem, mas de todos que dele faziam uso e para ele contribuíam, constituindo-se aí a primeira fasa da língua viva dos dias de hoje.

O que é o Esperanto?
O Esperanto é uma língua internacional planejada que foi lançada em 1887 com objetivo de facilitar a comunicação entre os povos de diferentes países e culturas.
O autor do Esperanto foi o médico polonês Lázaro Luís Zamenhof (1859-1917) que o lançou com o pseudônimo "Dr. Esperanto" que significa nesse idioma "aquele que tem esperança" em um livro denominado "Unua Libro de la Lingvo Internacia". Portanto, o nome original do Esperanto é "Lingvo Internacia", que melhor se traduz por "língua para ser internacional".
A língua Esperanto é consideravelmente mais fácil de ser aprendida do que as línguas nacionais, uma vez que o Esperanto foi planejado para ser mais simples e mais regular. Diferentemente dos demais idiomas, ao se falar em Esperanto, estabelece-se imediatamente uma comunicação de igual para igual entre pessoas de línguas diferentes. Isso é importante, pois se evita a vantagem cultural que um falante nativo teria ao empregar sua língua natal em um contato internacional.
A proposta do Esperanto não é a de substituir qualquer outra língua nacional, mas complementá-las, sendo assim utilizado como uma língua neutra quando falado com alguém que não tenha a mesma língua do interlocutor.
O uso do Esperanto também protege as línguas minoritárias. Essas línguas culturais teriam melhor chance de sobrevivência em um mundo dominado por poucas línguas poderosas.
Presentemente, o Esperanto é falado por uma grande comunidade internacional, em mais de 120 paises. Estima-se que seus falantes estejam na ordem de milhões.
O Esperanto é tanto falado como escrito. Seu léxico provém principalmente das línguas da Europa Ocidental, enquanto sua sintaxe e morfologia mostram fortes influências eslavas. Os morfemas do Esperanto são invariáveis e quase infinitamente combináveis em palavras diferentes, de modo que a língua também tem muito em comum com línguas isoladas como o chinês, enquanto sua estrutura vocabular apresenta semelhanças com línguas aglutinantes como o turco, o swahili e o japonês.

Estrela Verde, símbolo do Esperanto. Clique nela e assista um vídeo sobre a língua.




Aula inicial de Esperanto

O Esperanto no Movimento Espírita Brasileiro


A iniciativa de chamar a atenção dos espíritas para o Esperanto nós a devemos ao vulto ímpar de Leopoldo Cirne, quando, no exercício da presidência da Federação, faz publicar importante manifestação de espíritas franceses a respeito do idioma que, então, contava apenas 22 anos de existência.
A argumentação contida nesse documento permanece atualíssima, destacando-se, sobretudo, um elemento de inspiração mais tarde cabalmente confirmado, isto é, o fato de que o Esperanto nasceu no plano espiritual para solucionar problema linguístico lá existente. Juntamente com as mensagens A Missão do Esperanto, do Espírito Emmanuel, e O Esperanto como Revelação, do Espírito Francisco Valdomiro Lorenz, ambas recebidas psicograficamente por Francisco Cândido Xavier, respectivamente em 19.1.40 e 19.1.59, o artigo transcrito em Reformador de 15 de fevereiro de 1909 compõe a tríade inspiradora das realizações esperantistas nos círculos espíritas do Brasil.
Eis a íntegra do escrito da autoria de J. Camille Chaigneau que, segundo Reformador, havia sido impresso em 1908, na revista de Gabriel Delanne, e posteriormente reproduzido por La Vie d’Outre Tombe, de Charleroi, com o título O Esperanto e o Espiritismo:
“O Esperanto é uma língua artificial criada pelo Dr. Zamenhof, contando aderentes no mundo inteiro (mais de 80.000) e afirmando a sua vitalidade crescente, os seus progressos imensos em reuniões de Congressos notáveis, pela sua facilidade e seus méritos intrínsecos.
Existe a seu favor um argumento que tudo resolve: é falado.
Não ameaça qualquer língua nacional e foi escolhido por uma comissão de sábios como língua auxiliar internacional, recomendável à adoção nos diferentes países. Por isso, a maior parte dos movimentos de caráter universal começaram a servir-se do Esperanto.
Os documentos mais importantes vindos dos mais diversos países do mundo podem ser concentrados em uma revista comum, e, graças a uma língua neutra, ser postos ao alcance de todos os que estudam uma mesma ordem de questões. Pensando na quantidade de fatos que a nós espíritas nos escapam por falta de tradução, na demora que essa mesma tradução traz à nossa documentação, parece que o Espiritismo deve ter todo o interesse em constituir uma revista central em que os fatos mais salientes possam vir grupar-se, graças a uma língua comum a todos os países.
É preciso, pois, que o Espiritismo aproveite essas vantagens. Somente o fato de se servir do Esperanto estabelece um laço fraterno entre todos os esperantistas e favorece a intercomunicação das doutrinas escritas ou faladas. É de absoluta utilidade para toda ideia sincera.
A adesão de uma coletividade ao Esperanto é uma força de engrandecimento para esta língua, mas, em compensação, essa coletividade goza da força comunicativa intrinsecamente contida no Esperanto.
Se quiséssemos procurar a gênese dessa língua, verificaríamos que ela aparece como um fato de colaboração com o Invisível.
Essa impersonalidade constitui a sua superioridade; essa assistência faz a sua força de atração.
Todos aqueles que trabalham no campo do progresso concorrerão para esta obra tão bela e tão fecunda à aproximação dos homens. O Esperanto possui a chama da fraternidade; ele viverá.
Compete aos espíritas aproveitar as suas aspirações vivificantes e dar-lhes um reforço de vitalidade.”
*
O crescimento da família espírita mundial, impondo a necessidade das relações entre os movimentos de diferentes nações, deu-lhes mais nítida consciência do problema linguístico com todo o seu cortejo de prejuízos materiais e espirituais. E o instrumento para que tal obstáculo seja facilmente removido está às mãos.
Como seria natural, aos espíritas brasileiros coube a tarefa de, acolhendo a nobre criação de Zamenhof, cultivá-la, difundi-la, utilizá-la em seus círculos, para que, no momento oportuno, os confrades de outras terras tivessem facilitada a sua adoção.
Cumpramos, pois, agora mais essa etapa do programa relativo ao Esperanto nos círculos do Espiritismo. Estendamo-lo aos nossos irmãos de outros continentes, façamos dele a nossa língua comum para as relações internacionais, e certamente conheceremos um surto de progresso digno de um ideal universalista como é o Espiritismo Cristão.
http://www.febnet.org.br/blog/geral/estudos/o-esperanto-no-movimento-espirita-brasileiro/