sábado, 5 de setembro de 2015

As associações "Gay-Straight" (GSA - Gay/Hétero) fora dos EUA (II)

Como já havia mencionado antes, o tema das tais "GSAs", Associações Gay/Héteros, é um tema recorrente na literatura de John Green e de David Levithan. Fiquei curioso e fiz uma pesquisa e um post que foi um dos maiores sucessos neste blog.

Antes de mais nada gostaria de mostrar um vídeo muito interessante do canal "Not in Our Town" (Não em nossa Cidade), que mostra uma experiência belíssima com as "GSAs". O vídeo é legendado e tem tradução em português das legendas (bem fiel).



Como dito, as "GSAs" foram uma iniciativa dos próprios estudantes das escolas estadunidenses, tanto dos LGBTs quanto dos heterossexuais aliados da causa da "não-homofobia", que acabou se alastrando por todo território norte-americano, além de outros países, particularmente os de língua inglesa. Trata-se de uma forma de integração saudável dos jovens - que são vítima de violência, propensos ao uso de drogas e têm um índice muito mais elevado de casos de suicídio.

Também é uma forma muito interessante de "romper o isolamento", pois eles trabalham em parceria com toda comunidade escolar/universitária, sem preconceito, não só os LGBTs, mas como o próprio nome diz, em aliança com os heterossexuais. Isso é altamente positivo pois tira os jovens LGBT do "gueto".



As "GSAs" promovem uma série de atividades que compartilham com todos os colegas, como o chamado "Dia do Silêncio", realizado desde 1996 em várias escolas nos EUA, como uma forma de combater o assédio aos estudantes LGBTs. Teve sua origem na Universidade de Virgínia, por iniciativa de uma aluna de nome Maria Pulzetti, que declarou que sua ação foi simplesmente uma tentativa de chamar a atenção, de causar impacto além das pessoas que já estavam bastante cientes. E deu certo, espalhando-se por todo o país! Obviamente o "Dia do Silêncio" encontrou forte oposição entre os setores conservadores e fundamentalistas religiosos dos EUA, que organizaram um "contra-protesto" que chamaram de "Dia da Verdade", afirmando que "estes eventos 'promovem' (sic!) a homossexualidade".

Fonte: Wikipédia English





Países com Grupos "GSAs":


Reino Unido: o primeiro grupo no Reino Unido da Grã Bretanha foi fundado em 2000 na Putney High School, que conduziu a organização de jovens em outra organização, a Queer Youth Network, uma rede de solidariedade LGBT. O segundo clube só surgiu em 2010, mas o movimento vem se espalhando na ilha.

México: na instituição "Fundação Escola Americana" (de forte influência estadunidense) foi a primeira a organizar um clube deste tipo. Como sempre, enfrentou forte oposição dos setores conservadores/obscurantistas locais, mas acabou prevalecendo, inclusive editando uma cartilha chamada "Manual para Estudantes das GSAs".


Canadá: é um dos países onde existem mais GSAs e com maior influência nas comunidades. A primeira foi fundada logo em 96 na província da Colúmbia Britânica. Uma das GSAs fundadas em Ontário em 2010 foi premiada com o "Youth Role Model of The

Year", uma significativa deferência pelos serviços prestados. O Canadá, como um país de tradições liberais, as GSAs não sofreram significativa oposição de grupos conservadores, chegando até haver uma legislação específica de apoio a elas por parte da província de Ontário (2011), visando atacar a homofobia no meio escolar/acadêmico.

Holanda: outro país de tradições progressistas, os Países Baixos não tiveram problemas com a implantação das GSAs, inclusive com o apoio de vários cantores e personalidades do meio artístico. A primeira foi implantada em 2009.


Nova Zelândia: o casamento para pessoas do mesmo sexo foi aprovado como legislação oficial neste país da Oceania em 2013. Isso facilitou em muito as instituições nacionais de saúde mental e as GSAs já criadas, como no conhecido colégio Nelson, para meninas. É outro país muito tolerante em relação à comunidade LGBT.


Austrália: Existe neste grande continente/país uma grande associação de Jovens pelos direitos LGBTs, que conta com o apoio das principais Universidades nacionais, como a de Caberra e Sidney, inclusive com de uma instituição religiosa, a Igreja Unida. Este movimento "faz as vezes" das GSAs, e conta com apoio governamental em questões de planejamento familiar e combate ao HIV.


Hong Kong: iniciativas muito limitadas na ex-possessão britânica. Existe uma única GSA, que não se tem notícia de seu pleno funcionamento, bem como houve a tentativa de organizar uma associação mais ampla. Carecem fontes.


Gostaria de publicar, por fim, um vídeo do midiático, mas muito humilde e sensato, médico Drauzio Varella sobre o tema da homossexualidade em geral, que creio brilhante, a fim de encerrar este post:




Até outra oportunidade!












.