quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Você precisa ler Jane Austen!!

 Jane Austen: uma autora a frente do seu tempo: e como!

Jane Austen (Steventon - Inglaterra, 16 de dezembro de 1775 – Winchester, 18 de julho de 1817).Nascida em Steventon, Hampshire, sua seu contexto familiar serviram de inspiração para as suas obras, cujo tema gira em torno do casamento das personagens principais, normalmente arranjados por interesses mesquinhos por dinheiro e status social. 
A ingenuidade das obras de Austen é apenas aparente.Alguns a consideram uma escritora conservadora, apesar de sua crítica feminista, irônica e mordaz à sua época. .


As principais obras de Jane Austen são:


  • Sense and Sensibility (1811) - Razão e Sensibilidade
  • Pride and Prejudice (1813) - Orgulho e Preconceito
  • Mansfield Park (1814) 
  • Emma (1815)
  • Northanger Abbey (1818) - póstuma - A Abadia de Northanger
  • Persuasion (1818) - póstuma - Persuasão

Qual o valor literário de Jane Austen?


Na opinião do autor deste blog, que somente não leu Emma e Mansfield Park, o maior valor literário de Jane Austen é a valorização da mulher com uma crítica altamente sarcástica dos "machos". Digo "machos" porque ela não desvaloriza os homens de verdade, pelos quais, normalmente, suas protagonistas se apaixonam. Falo dos homens vulgares, ignorantes e que só pensam em "charretes" (o automóvel de hoje em dia), status, sexo e outras idiotices. Não têm um assunto que valha a pena para trocar com uma moça culta e educada.
É por isso que os livros de Austen contém uma dificuldade intrínseca de serem adaptados para o cinema. Seus comentários irônicos e inteligentes não podem ser reprisados na tela.
Austen simpatiza com os personagens que sofrem, mas não sente piedade pena de sua situação.
Seus escritos muitas vezes expostos maneirismos, ingenuidade e absurdo da mente humana, particularmente dos homens.



O casamento nos romances de Austen

O casamento é o tema dominante dos romances de Jane Austen. Ele é a "meta", o objetivo de todas as jovens do reino.
Na Inglaterra não se reconhecia a mulher como um sujeito independente. Sempre há uma ligação a seu marido quando casada; em seguida, ele é de fato  "coberta"  ("coberto") pelos direitos econômicos e políticos reconhecidos na mesma. Por outro lado, quando não casados, o pai ou a família gere os seus interesses.
Um dos temas mais discutidos nos livros de Jane Austen é que as mulheres são prejudicados pela transmissão do patrimônio. A fortuna da família vai para um herdeiro do sexo masculino, talvez um primo distante. As meninas da família são, então, privados ou expulsas de suas casas até a morte de seu pai. Tais disposições estão em várias novelas como Jane Austen Orgulho e Preconceito.
O filme Orgulho e Preconceito, um filme britânico de 2005, não chega ser péssimo, mas é muito ruim se comparado ao livro. Ele resume a trama ao enredo "romântico" do livro de Austen, o que perde muito em relação aos seus comentários geniais.
Entretanto, certamente, é um filme que vale a pena assistir. Tem uma fotografia muito boa. É dirigido por Tim Benevan, Eric Fellner e Paul Webster. Tem no elenco o famoso astro Donaldo Sutherland.