quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Paper Towns: o livro e o filme

De todos os livros que li de John Green, o que menos gostei foi Cidades de Papel. Me pareceu confuso e repetitivo, ainda que com personagens fortes e marcantes. A história é basicamente a do filme, sobre o "sumiço" de Margo Spigelman, uma garota ultra excêntrica, pela qual Q, apelido de Quentin Jackobson, é extremamente apaixonado. A trama se dá em Orlando, Flórida - a cidade da Disney, como você já deve saber - cidade que Margo chama de "cidade de papel".
O filme me agradou bastante, mesmo que tenha gostado mais de A Culpa é das Estrelas, a primeira adaptação de John Green para as telas.
Cidades de Papel, o filme, é muito bem feito e tem um elenco maravilhoso. A maioria das pessoas - e nos comentários que li nos blogs - deu uma importância que creio indevida ao personagem Radar, um dos membros do "trio" de Q; ele me pareceu um almofadinha, todo "certinho" com sua namoradinha, além da bizarrice dos "Papais Noéis negros". 
Já Ben me pareceu absolutamente hilário; o jovem ator Austin Abrams, deu uma vida cômica de morrer de rir que o personagem Ben não tinha nem no livro.
A mensagem do filme fica mais clara sobre o valor da amizade e sobre uma das épocas mais felizes de nossa vida que é o fim do ensino médio.
John Green falou no seu Vlog e em várias entrevistas sobre as grandes mudanças que tiveram que ser feitas na adaptação de Cidades de Papel para o cinema. 
É um dos casos raros que o filme é melhor que o livro.