terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CAIXA DE PÁSSAROS: Não abra os olhos - de Josh Malerman


Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman (EUA)
Ano: 2014
Tradutora: Carolina Selvatici
Editora: Intrínseca
Páginas: 268


Josh Eliot




Sinceramente, só vou fazer a resenha deste livro porque me dei ao trabalho de lê-lo de capa a capa.

Mais que sinceramente, não gaste seu tempo e dinheiro lendo esta porcaria. Trata-se da obra de estréia de Josh Malerman, que é cantor e compositor da banda de rock "Hight Strung" (outra sinceridade é que nunca ouvi falar em tal banda).




Josh me parece, ou pouco habilidoso ou jovem demais para escrever suspenses de alta intensidade com fenômenos paranormais envolvidos. Você praticamente é obrigado a intuir tudo no livro (o que poderia ser encarado por certos intelectualóides como mérito). Os personagens - TODOS - são pessimamente construídos.


Fiquei seriamente decepcionado com o fato de que o livro foi muito bem recebido pela crítica, tanto na Grão-Bretanha quanto nos Estados Unidos. Diz a wikipedia:

A recepção crítica para a caixa de pássaro tem sido positiva e Malerman recebeu comparações com Stephen King e Jonathan Carroll . [3] [4] O AV Clube deu o livro uma classificação B, escrevendo "Malerman sobrealcança um pouco em sua estréia, o que poderia usar tanta atenção para o elenco como para o clima, mas o clima é assustadoramente eficaz. Lendo-se sente como aceitar um desafio de andar em um lugar estranho, olhos fechados, sem idéia de quem, ou o quê, pode ser chegando a fazer contato. " [5]



Um homem do gabarito literário no gênero como Stephen King, render algum tipo de elogio ao verdadeiro imbróglio com milhões de coisas sem sentido e que não levam a lugar nenhum. Sequer o livro é capaz de despertar uma reflexão do tipo "O Pequeno Príncipe".

Um conselho: fique longe do livro e do futuro filme.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha: Como Eu Era Antes de Você e a continuação Depois de Você - Jojo Moyes

Títulos: Como eu era antes de Você e Depois de Você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca (Rio de Janeiro)
Formato: Brochura (capa mole)
Número de páginas: 318 (ambos)
País de origem: Inglaterra.


A saga de Louise Clark, uma jovem de vinte e poucos anos - já chegando aos 30 - e Will Traynor está há semanas na lista dos mais vendidos de, por exemplo, da revista Veja. Um sucesso editorial absoluto. O primeiro livro já virou filme hollywoodiano de grande bilheteria. 




Trata-se, por evidente, de uma nem tanto açucarada comédia romântica, mas bem ao gosto do grande público. Os personagens são bem construídos, mostrando o cotidiano de uma família de trabalhadores da Inglaterra (no caso de Louise) e de uma abastada - mas disfuncional - família burguesa do mesmo país, a de Will Traynor. O personagem masculino protagonista da trama teve, até os 33 anos, uma carreira meteórica de sucesso no setor de investimentos em valores mobiliários, chegando a ser aquilo que a burguesia chama de "CEO" de uma grande empresa de capital rentista. Tido como astuto e ousado, admirado e invejado por todos, vivia uma vida repleta de satisfações de todos os gostos, entregando-se as sacrossantas instituições do capitalismo, como o edonismo, a acumulação de fortuna e uma sexualidade que nunca respeitou suas parceiras. Apesar de vir de uma família abastada, não deixava de ser um self made man britânico, conhecidíssimo na "City", a versão londrina de Wall Street. Will realmente aproveitava tudo que o dinheiro pode comprar, principalmente fazendo viagens a lugares exóticos, esquiando, andando a cavalo na China, esportes radicais, etc. Uma espécie de sorte absoluta e de paraíso na terra o acompanharam nestas três décadas.

Mas como afirma o budismo, tudo é impermanente, ou nas palavras de Marx no Manifesto, "tudo que é sólido se desmancha no ar". Num dia comum de sua rotina de "trabalho", chuvoso, ao atravessar uma das rua da City, como já tinha feito milhares de vezes, Will encontra um destino catastrófico: é atropelado por uma moto, acidente que o deixa tetraplégico, movimentando só a cabeça e um dos dedos das mãos. Para ele era o fim de tudo.

Aí Louise entra na história. Carismática - apesar de uma enorme timidez - ela consegue impôr uma empatia com o destroçado emocionalmente Will. Ele cobra dela que "viva com mais intensidade", pois Louise nunca tinha saído da pequena cidade turística a 100km de Londres, só para poucas vezes conhecer a capital. Mas um abismo social os separa e suas visões de mundo são completamente diferentes. Will não vê nenhuma esperança em poder conviver com sua nova situação; Louise, ao contrário, tenta desesperadamente injetar-lhe doses elevadíssimas de otimismo, para dar um pouco de brilho à sua limitada vida.

Ambos trocam muito suas experiências, pontos de vista sobre tudo: vida, arte, diversões e até amor. Não é adiantar o final ou estragar o livro, mas é óbvio que entre os dois personagens surge uma afeição fortíssima, mesmo que Will, por conta do acidente, tenha ficado permanentemente impotente.

São hilárias algumas tentativas frustradas de Louise a levar Will a "divertir-se", particularmente o episódio em que ela o leva para assistir uma corrida de cavalos, onde tudo sai errado. Por outro lado, Will leva Louise, pela primeira vez, a um concerto sinfônico, e esta fica estasiada com tudo que vê, sente e ouve.

No mais não posso contar o fim, mas infelizmente uma mensagem otimista não vinga. Isso contamina a continuação - que é bem inferior ao primeiro livro - na qual Louise tem que lidar com as sequelas do desaparecimento de Will, particularmente seu encontro com uma filha encapetada dele, feita nos tempos de universidade, a qual ele nunca conheceu. Louise e suas crises pessoais - bem como de sua família - também centralizam o romance, mostrando bem o cotidiano de uma comum família britânica.

Cabe aqui comentar algo de cunho muito pessoal. Depois de ler "Como eu era antes de você" resolvi ver o filme. Apesar de ser um profundo questionador do projeto de vida que o capital nos oferece, senti uma ponta de inveja de Will, acentuada pelo fato de que o ator que o interpretou ser um homem de muito boa aparência. Quando ele interroga Louise sobre o que ela faz para "dar sentido à sua vida" me senti atingido, questionando minha própria existência, e o fato de todos - ou quase todos - sermos prisioneiros de uma certa ou grande rotina claustrofóbica. Não consigui ir adiante na pelícola.




Entretanto creio que os livros levantam questões relevantes, como a discussão da distanásia e do direito do paciente dipôr de sua própria vida. São questões muito importantes. Não vejo como causalidade o sucesso desta dupla.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Xadrez da União Soviética




Cerca de dois mil anos atrás, a humanidade inventou um grande jogo hoje atrai milhões de pessoas em todo o planeta, e o honroso título de campeão do mundo neste esporte dá seu portador um status quase visível nos olhos do pessoas ao seu redor. Este é o xadrez.

Ele campeonatos lutar pela vitória no xadrez desde 1886 e pode dizer sem exagero que são os jogadores soviéticos e russos que contribuíram mais para o desenvolvimento do período moderno na história do xadrez.

História de xadrez

Ela existe no mundo uma quantidade infinita de pressupostos e lendas sobre a origem do xadrez, mas os especialistas concordam que era um matemático indiano que inventou o mais famoso de todos os tempos mais de vinte séculos jogo e chamou-lhe "chaturanga "que, traduzido do sânscrito, significa" quatro tipos de exércitos "carros, elefantes, cavalaria e infantaria. O jogo começou a se espalhar rapidamente em todo o mundo, da Índia chegou à Pérsia e depois do Império Persa foi conquistada pelos árabes, os conquistadores trouxeram xadrez para Espanha. Pouco depois, o xadrez paixão agarrou Europa. 




O jogo cativou todos, desde reis para as pessoas comuns, que também é explicado como barato que foram peças de xadrez, que à primeira foram feitas de argila.

O nome moderno do jogo, "xadrez", estendeu a mão sobre o espanhol árabe, que o levou a Pahlavi (persa), que por sua vez tinha tomado o sânscrito "Chaturanga". O termo "xeque-mate" vem do persa "Shah MATA", que significa literalmente "o rei está preso , " uma frase que reflete o objetivo final do jogo e dá origem a a palavra russa para o xadrez shájmaty

Desde o final do século XVI começou a todos os tipos de torneios realizados em países europeus. O primeiro jogo internacional da história do xadrez é considerado o encontro entre os espanhóis Ruy Lopez e Alfonso Cerón e italiano Giovanni Leonardo e Paolo Boi realizada em 1575 e terminou com a vitória dos jogadores italianos.

Na Rússia este jogo veio do Leste ao longo das rotas comerciais através Khazaria, e durante a época de Pedro I já jogou xadrez em todo o país.

primeiros campeões

No século XIX, os principais torneios internacionais começou a ser realizada em diferentes cidades ao redor do mundo, e em 1886 nos Estados Unidos, o primeiro jogo de xadrez mundo oficial entre o Prague Wilhelm Steinitz, que em seguida, obter a cidadania dos EUA teve lugar, eo Johannes alemão Hermann Zukertort. Como resultado deste jogo, em primeiro lugar, ele conheceu o campeão mundial de xadrez Wilhelm Steinitz.

Imediatamente surgiu a questão: Por que o campeão mundial foi determinada em um jogo entre dois candidatos e não em um grande torneio? Talvez ele estivesse dificulatad relacionado para viajar longas distâncias no século XIX, assim como os jogos bilaterais que se tornou tão popular, embora esse tipo de escolha Chess King não era muito objetivo.




Após a vitória sobre Zukertort, Steinitz venceu mais três jogos para a coroa de xadrez: em 1891, em Nova York, ganhou Isidor Gunsberg e duas vezes (em 1889 e em 1892 em Havana) para Mikhail Chigorin. Em 1894 Steinitz deu o título de campeão do mundo para perder o jogo contra o jogador de xadrez alemão Emanuel Lasker. Havia muitos outros candidatos para o trono de xadrez, entre eles estavam o editor e editor de uma revista de xadrez alemão Siegfried Tarrash, Russo Akiba Rubinstein e americano Harry Pillsberry. Mas Lasker foi capaz de aproveitar a imperfeição do mundo e único sistema de xadrez em 1921, depois de reinar durante vinte e sete anos, desistiu de seu título para o jovem diplomata cubano José Raúl Capablanca.

O que contribuiu para Mundial de Xadrez Capablanca? Sem dúvida, o mérito de o jogador cubano é que formalizou a base das regras de torneios de xadrez, aqueles que, de fato, foram criados por Lasker. Em 1922, Capablanca publicado o famoso "Programa London", que na verdade era um regulamento para realizar torneios para a coroa. Entre os pontos principais do programa foram os seguintes: o torneio dura até o sexto jogo ganhou; o campeão do mundo deve defender o seu título mais de um ano desde que eu aceitei o convite para a revanche; o campeão do mundo não pode ser forçado a defender seu título se os prêmios da fundação não chegar a dez mil dólares.

Muitas pessoas imediatamente acusou o terceiro campeão do mundo apenas algumas poderiam encontrar patrocinadores para a realização de tais torneios. Mas seis anos depois, ele apareceu uma pessoa que podia. Foi o lendário jogador de xadrez russo Alexander Alekhine. Para conseguir patrocinadores teve que deixar seu país natal. Em 1927, em Buenos Aires campeonato de xadrez entre Alekhine e José Raúl Capablanca, no qual o jogador cubano sofreu uma derrota surpresa para ele foi realizado. Mais cedo, Capablanca tinha sido considerado o favorito do torneio. Mas uma luta tensa, que durou dois meses, terminou com a vitória de seu oponente. Então Alexander Alekhine foi proclamado quarta campeão do mundo. O grande jogador de xadrez, criador de obras-primas do esporte, não podia deixar de partilhar o destino dos seus antecessores e foi envolvido ativamente na luta política de xadrez, que, no futuro próximo iria experimentar um boom. Por todos os meios possíveis Alekhine não só se recusou a participar em torneios com aspirantes à coroa, mas usou sua enorme influência para impedir os concorrentes que não participaram terno em torneios. Ele terminou sem jogar a revanche contra Capablanca evitando falar sobre esta questão, e em 1935 aceitou o convite do mestre holandês Max Euwe, com obter uma vitória fácil.

Euwe nunca tinha sequer ganhou a medalha de prata em grandes competições, mas era quase um herói nacional em seu país. Wealthy Holland encontrado fundos para organizar o torneio ao mais alto nível. Foi um milagre não haberselo esperado, Euwe se tornou o quinto campeão mundial de xadrez, mas o seu triunfo durou apenas até 1937, quando Alekhine obteve uma vitória decisiva.

Enquanto isso, no final dos anos trinta, outro jogador soviético Mikhail Botvinnik tornou-se um pretendente real para a coroa. Como sempre, as negociações foram adiadas, e o início da Segunda Guerra Mundial impediu a realização do torneio entre Alekhine e Botvinnik. Em 1946, o primeiro campeão mundial Alexander Alekhine morreu invicto e campeão mundial de xadrez correu para fora.

A escola soviética

Apesar das enormes perdas da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial, o país foi capaz de manter o grande potencial de xadrez criado anteriormente, e desde os anos quarenta do país tinha jogadores mais importantes do mundial de xadrez.

Na história do xadrez veio uma nova era: a era da escola soviética. Esse desenvolvimento rápido da escola soviética só foi possível graças ao grande apoio oficial. Sabe-se que os mais importantes sobre eventos de xadrez documentos relevantes analisou e aprovou a Stalin pessoalmente. Xadrez gradualmente se tornou o jogo mais popular na Rússia. Milhões de adultos e crianças em todo o país participando de aulas e jogar em clubes de xadrez. A popularização do xadrez na URSS dedicado e bem - jogadores conhecidos foi o próprio Mikhail Botvinnik, que fez a maior contribuição na criação e desenvolvimento de sistema de xadrez soviético.

Após o congresso da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), em 1947, decidiu-se organizar em Haia e em Moscou uma rodada do torneio para o título de campeão do mundo com a participação de cinco candidatos: Mikhail Botvinnik, Vasily Smyslov e Paul Keres de União Soviética, os EUA Szmul Rzeszewski eo holandês Max Euwe. Mikhail Botvinnik tornou-se o vencedor final e o sexto campeão mundial maio 1948.

Com pequenos intervalos, este grande mundo prático e teórico de xadrez permaneceu superior até 1963. Apenas duas vezes, e apenas para as partes de vingança, deu o primeiro grande título Vasily Smyslov e Mikhail Tal então. Em 1960, no curso de intensa competição, também ele pegou por um ano o título de campeão jovem mestre Mikhail Tal Riga.

Enquanto isso, entre os candidatos que eles torneio continuou. Sob as novas regras de partidos revanche FIDE e a posse época do título de campeão sem ter que se conformar cancelada foi reduzida para três anos.

Em 1962, na ilha de Curaçao, Tigran Petrosian, a partir de Yerevan, que já tinha sido por muito tempo na elite mundial de xadrez, ele ganhou o direito de jogar com Botvinnik, que venceu na final realizada em Moscovo, em Maio 1963 por 12,5 pontos contra 9,5. Petrosyan passou seis anos no topo até que em 1969 cedeu o título para Boris Spassky, que, três anos depois, em Reykjavik jogando contra Robert Fisher, tocou a todos xadrez (e não só!) Com dignidade e politicamente correto. Por causa da partida de Fisher começou com alguns dias de atraso e Boris Spassky tinha todo o direito de se recusar a jogar e manter o título e automaticamente três anos, mas não tirar proveito da situação e justa luta perdeu o título de rei da xadrez. Pela primeira vez no período pós-guerra não era um campeão de xadrez soviético. Esta mudança de eventos foi um verdadeiro golpe para a comunidade xadrez soviético. Havia uma necessidade urgente de melhorar a situação.

Naquela época, um dos jogadores mais fortes do mundo, que ganhou o ciclo de candidatos, Anatoli Karpov, estava disposto a enfrentar os EUA para concorrer ao trono de xadrez. Inesperadamente para todos, Robert Fisher se recusou a competir com o jovem jogador Soviética, e Anatoly Karpov, sem lutar, foi declarado XII Campeonato Mundial de Xadrez.

Mas Robert Fisher entrou na história do xadrez não só como o décimo primeiro campeão do mundo, mas também como um grande reformador, cuja influência fez a FIDE mudou as regras da luta pela coroa de xadrez: a partir de então campeão mundo voltará a ter o direito de igualar a vingança, o ciclo de campeonato foi reduzida para dois anos, e a partida da final para a coroa de xadrez foi limitado, ou seja, foi jogado até seis vitórias, há restrições sobre o número jogos.

Por mais de dez anos, Anatoli Karpov foi o campeão indiscutível do mundial de xadrez depois de uma série de desafios difíceis com Viktor Korchny e depois de defender com sucesso seu título pela primeira vez na cidade filipina de Baguio em 1978 e três anos mais tarde, na cidade italiana de Merano. Em meados de 1980, o mundo inteiro assistiu a um confronto entre os dois, que culminou com a proclamação do décimo terceiro campeão mundial: Garry Kasparov.

Esta batalha do mundo titãs xadrez em a um lado atraiu enorme interesse público, e sobre o outro, finalmente revelado todas as deficiências das regras existentes do campeonato do mundo torneio e fez com que o sistema de xadrez cisma existente. Em adição, há muitos anos na luta pela coroa de xadrez participaram jogadores de xadrez exclusivamente soviéticos, por isso não é de estranhar que a forma clássica da coroa torneio de xadrez entrou em declínio em simultâneo com a crise do regime político soviético. E xadrez não foi excepção veio um tempo diferente com outros campeões de acordo com diferentes versões de federações de xadrez com outras regras e outra história. Pouco depois de Kasparov ganhou o título do campeonato, o colapso da União Soviética .

Mudanças na Federação Internacional de Xadrez

Em 1993, Kasparov e outros acesso imediato ao pretendente xadrez coroa, Nigel Short, culpou a FIDE de corrupção e falta de profissionalismo, deixou a organização e fundou a Associação de Xadrez Profissional (PCA em seus sisglas inglês), sob cuja égide realizou um torneio para o título de campeão mundial em Londres. Depois disso, FIDE despojado do título Kasparov de campeão do mundo e este título foi disputado entre Anatoli Karpov e Jan Timman, o que levou ao surgimento de dois campeões mundiais, Kasparov, dependendo da versão da Associação Profissional de Xadrez e Karpov como a versão FIDE.

Pouco depois do PCA deixou de existir devido à falta de financiamento, e em 2000, Garry Kasparov ganhou a chance de defender seu título em uma partida com Vladimir Kramnik, que jogou sensacionalmente e destronou seu famoso rival, se tornar o próximo campeão do mundo como a "versão oficial".

Além disso, a FIDE organizou o próximo torneio para o título de campeão na luta bem-sucedida com Gata Kamsky defendeu o campeão do mundo XII Anatoly Karpov.

Então FIDE decidiu mudar as regras existentes sobre a determinação da campeã mundial, determinando que a partir desse momento o campeão iria participar do torneio de qualificação nas mesmas condições com outros pretendentes.Karpov se recusou a jogar pelas novas regras, e em 1999 ganhou o título Alexandr Jálifman; em 2000, Viswanathan Anand; em 2002, Ruslan Ponomariov; e, em 2004, Rustam Kasymdzhánov. Em 2005, a FIDE decidiu organizar o campeonato sistema de duas rodadas. Karpov e Kramnik se recusou a participar nele e Veselin Topalov da Bulgária se tornou o novo campeão do mundo.

O "degelo" nas relações entre as duas associações de xadrez opostos veio em 2006, quando eles chegaram a um acordo sobre a conclusão da partida de "unificação" entre Topalov e Kramnik. Assim, o FIDE restabeleceu o seu domínio no mundo do xadrez, embora nem todos os atletas e oficiais aprovou. No entanto, hoje, é a única versão do coroa torneio de xadrez.

Campeões do mundo

Wilhelm Steinitz, 1886-1894, Áustria / EE. UU.
Emanuel Lasker, 1894-1921, Alemanha
Jose Raul Capablanca, 1921-1927, Cuba
Alexander Alekhine, 1927-1935, Rússia / França
Max Euwe, 1935-1937, Holanda
Alexander Alekhine, 1937-1946, França
Mikhail Botvinnik, 1948-1957, União Soviética
Vasily Smyslov, 1957-1958, União Soviética
Mikhail Botvinnik, 1958-1960, União Soviética
Mikhail Tal, 1960-1961, União Soviética
Mikhail Botvinnik, 1961-1963, União Soviética
Tigran Petrosian, 1963-1969, União Soviética
Boris Spassky, 1969-1972, União Soviética
Robert James Fischer, 1972-1975, EE. UU.
Anatoly Karpov, 1975-1985, União Soviética
Gari Kasparov, 1985-1993, União Soviética / Rússia

Campeões do Mundo "clássico"
Gari Kasparov, 1985-2000, Rússia
Vladimir Kramnik, 2000-2006, Rússia

Campeões do Mundo FIDE desde 1993
Anatoly Karpov, 1993-1999, Rússia
Alexandr Jálifman, 1999-2000, Rússia
Viswanathan Anand, 2000-2002, Índia
Ruslan Ponomariov, 2002-2004, Ucrânia
Rustam Kasimdzhanov, 2004-2005, Uzbequistão
Veselin Topalov, 2005-2006, Bulgária

campeões mundiais unificados
Vladimir Kramnik, 2006-2007, Rússia
Anand Viswanathan, 2007, a Índia
Viswanathan Anand, 2008, a Índia
Viswanathan Anand, 2010, a Índia

campeões do mundo oficiais
Vera Menchik-Stevenson, 1927-1944, Rússia / União Soviética
Ludmila Rudenko, 1950-1953, Rússia / União Soviética
Yelizaveta Bykova, 1953-1956, Rússia / União Soviética
Olga Rubtsova, 1956-1958, União Soviética
Yelizaveta Bykova, 1958-1962, União Soviética
Nona Gaprindashvili, 1962-1978, União Soviética / Rússia
Maya Chiburdanidze, 1978-1991, União Soviética / Geórgia
Junho Xie 1991-1993, China
Susan Polgar, 1993-1996, Hungria
Junho Xie 1996-2001, China
Chen Zhu, 2002-2004, China
Antoaneta Stefanova, 2004-2005, Bulgária
Xu Yuhua, 2006, a China
Alexandra Kosteniuk de 2008, a Rússia
Hou Yifan de 2010, na China

sábado, 1 de outubro de 2016

Resenha: Endgame Virtuoso (Final de Jogo Virtuoso, em inglês), de Vasily Smyslov






Título: Endgame Virtuoso
Autor: Vasily Smyslov
Editora: Everyman Chess (Grã Bretanha)
Idioma: Inglês
Nº de páginas: 176
Formato: brochura
Ano: 1997



Adicionar legenda


Vasily Vasiliyevich Smyslov, (em russo: Васи́лий Васи́льевич Смысло́в), (Moscou, 24 de março de 1921 — Moscou, 27 de março de 2010) foi um enxadrista soviético e cantor de ópera, tendo sido campeão mundial de 1957 a 1958. Smyslov atingiu o grau de "GM", "Grande Mestre", célebre por sua renomada arte nos finais das partidas de xadrez. 

Sua espetacular vitória contra Botvinik no Campeonato Mundial de 1957 foi muito atribuída a sua habilidade neste aspecto do jogo (parte final). Vencedor de inúmeros títulos, aos 61 anos Smyslov tornou-se o mais velho jogador a se qualificar para disputar um Campeonato Mundial.

Esta obra é dedicada ao estudo de finais. É dedicada a enxadristas com alguma experiência, pois não avalia os finais ditos "básicos", mas sim alguns mais complexos. 

O livro é divido em sete partes: 

a) finais com peões; 
b) finais com peças menores; 
c) finais com a torre; 
d) finais com a torre e peças menores; 
e) finais com a Dama; 
f) estudos do autor; 
g) jogos ilustrativos.


Um diagrama de um final de partida

O final de jogo é um tema muitas vezes desprezado pelos enxadristas, que podem considerar seu estudo chato e monótono. No entanto, a mais vitoriosa escola de xadrez, a da antiga União Soviética, tem por método justamente que o iniciante deve estudar exaustivamente finais antes de qualquer coisa. John Barroso, famoso enxadrista brasileiro radicado nos EUA, autor de "Como aumentar sua força enxadrística" (Editora Ciência Moderna, Rio de Janeiro, 2015) afirma:

"ao iniciante é mais importante praticar finais do que aberturas. Isso porque os iniciantes (digamos que nunca jogou em torneio, mas já sabe as regras de xadrez, ou quem ranqueia abaixo de 1.400 pontos), cometem tantos erros no início de tal forma que o erro de um anula o erro do outro (!). O que vale mesmo é o que acontece no final!" (obra citada, Introdução)

O final do jogo é o que realmente necessita ser dominado, pois é o que decide a partida. Bom estudo!






sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resenha Espiritualidade: "O Caminho Mais Certo Para a Felicidade", Madre Basiléia Schlink

Madre Basiléia Schlink foi uma mulher à frente de seu tempo. Ela viveu o trauma da II Guerra e a destruição de seu país, a Alemanha, e de sua cidade, Darmstadt, que foi bombardeada em 11 de setembro de 1944.

Madre Basileia Schlink, já idosa


Basiléia era uma mulher profundamente cristã, oriunda da maior igreja da Alemanha, a EKD, originalmente a confissão luterana mas hoje uma confederação ecumênica de denominações cristãs protestantes tradicionais, que vivem em paz com o catolicismo. Diante do trauma da guerra e particularmente da descoberta do grande crime nazista - o Holocausto judeu - Basiléia promove um avivamento nos grupos de jovens que tinha contato em sua igreja. Por conta dessa situação surgem as condições e vocações para que mulheres - mesmo no meio protestante, tradicionalmente avesso à vida religiosa e ao monaquismo - fundassem uma congregação, denominada Irmandade Evangélica de Maria. (OBS: não é por nada que Maria está no nome da irmandade, pois o carisma mariano - e também o franciscano - estão muito frequentes entre as irmãs; ainda que não aderiram até hoje à Igreja Católica, sua postura é de profundo ecumenismo para com ela).

Irmãs com hábito, cantando louvores


Em 30 de março de 1947 é fundada a Irmandade. Hoje ela tem casas na Alemanha, França, Coréia, Brasil e muitos outros países. Tem um profundo trabalho de evangelização.

UM LIVRO SOBRE O ARREPENDIMENTO



"O Caminho Mais Certo Para a Felicidade", de Basiléia, é um pequeno brochura sobre o marco zero do cristianismo: o arrependimento, com a consequente confissão dos pecados e mudança de rumo de vida (conversão). No evangelho segundo São Mateus, 4:17, a Bíblia nos conta a primeira frase da pregação de Jesus: "Arrependei-vos porque está próximo o Reino dos Céus".

O arrependimento é o começo de tudo. O arrependimento é a porta pela qual é aberto o caminho do Evangelho para Ele (Deus) chegar até nós.

Madre Basiléia estabelece dois passos essenciais ao verdadeiro arrependimento:

1º passo: Conhecimento de que necessitamos e que nos falta arrependimento.

2º passo: Não posso dar-me o arrependimento a mim mesmo; é necessária uma dádiva de graça.

Como obstáculos ao arrependimento ela cita particularmente a chamada Justiça Própria, a justificação de nossos atos contrários à vontade de Deus, e com isso chegando mesmo a acusar o próprio Deus, como fizeram Adão e Eva no Paraíso (Gen 3: 11-13).

"Por todas as desculpas frias, explicando como caímos nesta ou naquela tentação, ou como nos vimos forçados pelas circunstâncias a falar ou agir desta maneira, tornamo-nos cegos para o fato de que pecado é pecado, culpa é culpa, e que nós somos responsáveis por nossa culpa" p. 39

"Caímos então em depressões e melancolia, pois sentimo-nos inocentes como quem sobre injustamente, sem querer humilhar-nos. É verdade, o sofrimento causado por pessoas que tornam penosa nossa vida, incute, muitas vezes, amargores no coração e nos leva a ter pena de nós mesmos. Afundamos sempre mais neste martírio, nossa compaixão de nós mesmos e ficamos sempre mais sombrios, descontentes e infelizes" p. 45

Somente um coração verdadeiramente contrito - o que é graça de Deus - que confessa um a um seus pecados e se dispõe a reparar os danos causados a outros, faz jus à promessa bíblica de I João 1:9: "Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça".

Nenhum casamento, nenhuma igreja e nenhuma comunidade podem sobreviver sem arrependimento. Estar de bem com Deus, estar de bem com as outras pessoas - é isso que significa o arrependimento. O arrependimento é a porta de entrada para relacionamentos restaurados - E ALEGRIA!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Estudar xeque mates! Como funciona a didática da Escola Soviética de Xadrez.



Aqueles que querem evoluir no jogo e na arte do xadrez, via de regra, ficam perdidos por onde começar seus estudos. A lógica elementar parece indicar que o estudo deve começar pelas chamadas "aberturas". (O xadrez é dividido em três fazes: 1) abertura, 2) meio jogo e 3) final ou fase do cheque).

Titulo: Abertura de Xadrez para Leigos
Autor: James Eade (Mestre de Xadrez pela federação estadunidense de xadrez)
Editora: Alta Books
Ano:2012
Coleção: Dummies
Páginas: 359


Comprei um excelente livro de aberturas, da coleção "Dummies" da Editora Alta Books, "Aberturas de Xadrez para Leigos". Dediquei-me horas a aprimorar a abertura que mais ou menos domino, a Ruy Lopéz, ou abertura espanhola, inutilmente, pois meu xadrez não evoluía.


Foi conversando com um professor particular, lendo os livros que tratam da escola soviética e particularmente depois que comprei o excelente "Como aumentar a Força Enxadrística" que fui corrigido; para o iniciante o mais importante é estudar o final do jogo! Isso mesmo, ir pelo lado aparentemente o contrário.



Tudo isso se dá porque o importante é ganhar o jogo e não "ganhar bonito". Entre iniciantes o domínio das outras etapas do xadrez, quanto mais cálculo ou estratégia, é mínimo. O que lhe importa é poder enxergar, quando aparece no tabuleiro, uma situação real de cheque ou cheque-mate, onde poderá por fim à disputa em seu favor.

No já citado neste blog, o excelente "The soviet Chess Primer" (de Ilya Maizelis), o primeiro capítulo é uma explanação geral do jogo e já o segundo - quando começa o estudo mesmo - é intitulado "Aim of the Game" (o objetivo do jogo). Já se vê aí a preocupação dos mestres soviéticos em logo introduzir o estudo dos mates nos iniciantes.



Vi muitos vídeos no youtube, fiz cursos pela internet e
mesmo no prestigiado site chess.com não consta esta dica tão importante para o iniciante. Vejamos o que diz o professor John Barroso, autor de "Força Enxadrística: método, técnicas e foco mental":

"Vamos aos fatos: primeiro se aprende a andar, depois a correr. Há uma ordem lógica nas coisas. No xadrez não é diferente: primeiro se aprende o básico, depois o avançado." (...) "Agora a maior verdade de todas: ao iniciante é mais importante praticar finais do que aberturas. Isso porque, o iniciante (digamos quem nunca jogou em torneio, mas já sabe as regras de xadrez e que rankeia abaixo de 1400 pontos), cometem tantos erros no início de tal forma que o erro do um cancela o erro do outro assim o que vale realmente é o que acontece no final!" LÓGICO!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Tradução livre: A União Soviética e os jogos Olímpicos




A União Soviética e os Jogos Olímpicos




Em tempos de Olimpíada, faz-se necessário resgatar a memória da maior potência esportiva dos jogos de todos os tempos, a União Soviética. Mesmo tendo participado de somente 9 Olimpíadas, a URSS liderou várias vezes o ranking de medalhas. Até hoje, mesmo com sua queda, é o país em segundo lugar no ranking, com metade das medalhas dos Estados Unidos, sendo que estes participaram de mais de 20 jogos.

Transcrevo aqui matéria do site "Guided History" (História Guiada) de Boston, sobre o  tema.



No início da União Soviética, todas as coisas que foram vistas como ferramentas do capitalismo foram renunciadas; isso incluía esportes competitivos. Portanto, a União Soviética se recusou a participar nos Jogos Olímpicos internacionais. No entanto, na década de 1930 a União Soviética começou a tomar uma postura diferente em matéria de desporto competitivo. A URSS viu os Jogos Olímpicos como um meio para exibir o poder soviético. Os Jogos proporcionou uma oportunidade para mostrar o domínio da União Soviética para o mundo, bem como ao seu próprio povo. Devido à Segunda Guerra Mundial, a União Soviética não se juntou os Jogos Olímpicos até 1952.

Os Jogos Olímpicos não são apenas uma série de competições que trazem as nações do mundo juntas; há mais em questão que os Jogos. Por exemplo, a política desempenha um fator influente quando se trata de os Jogos Olímpicos. Portanto, a evolução cena política na União Soviética dos anos 1950 com a queda da URSS pode ser rastreada até os Jogos Olímpicos. Os Jogos Olímpicos não só exibem a configuração política dentro da União Soviética, mas também como as relações externas evoluíram entre a URSS e as outras nações do mundo.

Após a Revolução bolchevique, a nova União Soviética se recusou a participar nos Jogos Olímpicos Internacionais. esportes modernos eram vistos como elitistas e defensores do capitalismo ocidental. O desporto foi alterado nível nacional e internacional na União Soviética. No início de 1920 o Esporte Vermelho International foi encarregado de difundir ideais revolucionários através do desporto, particularmente o coletivismo.

Chaves, Barbara. "Desporto Soviético e Cultura de Massa Transnacional na década de 1930". Revista de História Contemporânea . 38. não. 3 (2003): 413-434. 10,2307 / 3.180.645 (acessado em 07 de abril de 2013).
"No geral, no entanto, o principal impulso do envolvimento internacional Soviético na década de 1920 centrada sobre o desporto de massas e agitação revolucionária em clubes dos trabalhadores europeus, e não na realização atlética. A ênfase permaneceu na promoção de coletivismo e desencorajar o individualismo. Apesar dos contatos ocasionais com o esporte "burguês", havia pouco sentido de que os êxitos do desporto Soviético devem ser medidos contra os resultados alcançados no desporto estrangeiro".

Na década de 1930 as coisas começaram a mudar. Desporto na União Soviética tornou-se uma ferramenta para mostrar o poder da União Soviética.

Chaves, Barbara. "Desporto Soviético e Cultura de Massa Transnacional na década de 1930". Revista de História Contemporânea . 38. não. 3 (2003): 413-434. 10,2307 / 3.180.645 (acessado em 07 de abril de 2013).
A ênfase na retirada de desporto ocidental tradicional passou por uma transformação dramática no início de 1930, como o principal objectivo da União Soviética estabelecer intercontatos desportivas nacionais passou de agitação revolucionária dentro de um sistema desportivo independentes à concorrência orientada a resultados dentro do sistema. Os esportes do ocidente frustrado pela fraqueza dos esportes comunistas, impressionado com o poder crescente de desporto regular, o regime passou a ver desporto internacional ocidental como um meio útil de atingir um grande número de trabalhadores estrangeiros e de impressionar os governos estrangeiros com força soviética. O Sportintern, cortado de contatos com os clubes socialistas, como resultado de uma política desastrosa de confronto, mudou-se para aumentar a sua influência na Europa, dedicando mais atenção aos grandes números de trabalhadores em organizações.



Em 1972, a rivalidade entre a URSS e os EUA foi extremamente elevada. Por este ponto, os jogos foram usados ​​como uma ferramenta da política; um meio de exibição para o domínio do mundo. Os EUA foi uma potência no basquetebol, mas nos jogos de 1972 a URSS perturbar essa reputação. Isto foi visto como um grande feito dentro da União Soviética, e provou seu poder. No entanto, o resto do mundo, especialmente os EUA, questionou a integridade dos funcionários do jogo.

Após a invasão do Afeganistão pela URSS, Jimmy Carter, o presidente dos Estados Unidos, ordenou os EUA para boicotar os Jogos Olímpicos, realizada em Moscou.Ele convidou um número de nações aliado para participar no boicote. A União Soviética foi devastada pela pequena volta para fora para os jogos de prestígio.



Guttmann, Allen. "A Guerra Fria e os Jogos Olímpicos." International Journal .43. não. 4 (1988): 563-564. 10,2307 / 40.202.563 (acessado em 07 de abril de 2013).




Em alguns aspectos, a resposta soviética foi o mais interessante. "Desde o início a URSS recusou-se a aceitar o fato de que o boicote foi uma reação à invasão do Afeganistão. Entre as explicações que ele oferecia, em vez foram: que o presidente Carter precisava de algo para salvar sua popularidade afundando em um ano eleitoral; que militaristas OTAN o desejavam, para diminuir as chances de co-existência pacífica; e que os norte-americanos não foram capazes de contemplar o pensamento do sucesso de Moscou no acolhimento das nações. Enquanto Tass anunciou que o boicote violou a Carta Olímpica, os acordos de Helsínquia, a Carta das Nações Unidas, e a "Amador Sport Bill", de 8 de novembro de 1978, Sovetsky explicou que o boicote era contrária à Constituição dos Estados Unidos.As razões expostas pelo Carter foram omitidas. Embora a União Soviética e seus aliados minimizou o impacto do boicote e os protestos feitos nos jogos, onde muitas nações evitaram bandeiras e hinos nacionais e aproveitados si mesmos do simbolismo olímpico, Moscow proclamou 1980 jogos a mais gloriosa de todos.Apesar das palavras corajosas, era óbvio para todos que os jogos foram seriamente diminuída pela ausência das equipes americanas, canadenses, alemães e japoneses. avaliação de David Kanin é provavelmente som: "A URSS perdeu uma quantidade significativa de legitimidade internacional sobre a questão Olímpico.